Guaramirim

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Guaramirim está vulnerável sem Defesa Civil

No dia 12 de julho, uma comissão formada por 10 representantes do Conselho de Líderes Comunitários (Clic) se reuniu com o prefeito Nilson Bylaardt a fim de reivindicar a implantação da Defesa Civil em Guaramirim.
O cargo de coordenador para o órgão já existe desde o ano passado, criado por lei, mas ainda não foi preenchido. Após ouvir da comissão a necessidade de implantação da Defesa, o prefeito pediu um prazo de 20 dias para a nomeação de um titular para o cargo.
O presidente da Clic, Charles Longhi, ressaltou a vulnerabilidade dos moradores da cidade sem um órgão que fiscalize as áreas de risco e trabalhe a conscientização da população. “As pessoas constróem sem fazer uma análise criteriosa”, comenta.
A Defesa Civil é composta por medidas preventivas, de socorro, assistenciais e recuperadoras, destinadas a minimizar as conseqüências danosas de desastres previsíveis e imprevisíveis, além de manter o moral da população e restabelecer o bem-estar social da comunidade.
No município, ainda não foi feito um mapeamento das áreas que estão vulneráveis aos desastres naturais, como desmoronamentos, alagamentos e construções irregulares. “É necessário fazer o mapeamento. Nós sabemos, os bombeiros sabem onde ficam essas áreas, mas é necessário que as pessoas saibam que estão correndo riscos”, afirma Longhi. “Nós temos a BR 280, a SC 413, a Petrobrás e o gasoduto. Se por acaso ocorrer um vazamento, como ficaremos sem uma Defesa Civil atuante para auxiliar a população?”, indaga.
A proposta de Longhi é instalar, em cada bairro, um Nudec (Núcleo da Defesa Civil).
Cerca de 40 pessoas já se inscreveram como voluntárias para trabalharem como agentes do órgão. Após a sua implantação, elas irão passar por um treinamento para atuarem na prevenção e como um elo entre os moradores e o Nudec de cada bairro.

Propriedades estão em áreas de risco

A comerciante Edeluz Pereira, 45, possui uma propriedade próxima ao Rio Itapocuzinho, no bairro Recanto Feliz e sabe do risco que corre. Há 15 anos, quando adquiriu o terreno, não havia como prever que o rio acabaria por engolir a propriedade. Grande parte do problema ela atribui à própria prefeitura, que instalou, há cerca de 10 anos, uma tubulação de esgoto no meio do terreno. Ao invés de terminar no rio, os tubos ficaram por todo este tempo escoando água no meio da propriedade, o que acabou por engolir a margem do rio. Ela afirma que tentou por várias vezes resolver o problema com a prefeitura, mas não obteve êxito. Na última grande enchente, em janeiro de 2011, a casa de sua vizinha Terezinha Ribeiro, 54, teve o primeiro andar inundado pela água. O imóvel atrás de sua casa, que ela costumava alugar, teve que ser esvaziado. “Não há como alugar para alguém que pode perder tudo em uma enxurrada”, diz.

Túnel do tempo revive história de colégio

Andar descalço, colocar cadernos em saco de arroz e, mesmo diante de todas as dificuldades, fazer das aulas os dias mais felizes. Cada lembrança da época de escola emocionava Rosa Alzira Ramos, 57 anos, ex-aluna da Escola Municipal de Ensino Fundamental Quati, em Guaramirim. Na semana passada ela, ex-estudantes e outras pessoas que fizeram parte da história da escola, narraram aos atuais alunos da instituição a vida escolar de antigamente. Um verdadeiro túnel do tempo que mexeu com a imaginação de cada pequeno.
Atento e curioso, Eduardo prendia o olho na avó Rosa, que estudou na mesma escola que o neto. Mas, naquela época, a Quati tinha outro endereço.
“A escola era de chão batido. A gente andava descalça e parava no meio do caminho para cortar goiaba. Éramos felizes, mesmo diante das dificuldades”, conta Rosa, acompanhada da mãe Alzira dos Santos, 78 anos. Ela nunca estudou no colégio, mas é uma das moradoras mais antigas no bairro. Todos os seus filhos estudaram na Quati. “Eu nasci no centro de Guaramirim, mas vim pra cá aos três anos. Criei 11 filhos nesse bairro e ganhei todos em casa, nas mãos da parteira”, relembra Alzira que se emociona ao trazer à tona as lembranças do passado. “A gente comia o que plantava, criava galinha, antes era tudo mato, agora é tudo diferente”, diz a matriarca da família que também fala aos pequenos da caminhada de 10 quilômetros que fazia de carroça ou até mesmo a pé, até o centro da cidade.
Érica, 10 anos, não conteve a curiosidade e bombardeava os convidados de perguntas. “Como os professores eram naquela época com os alunos”. A resposta veio em seguida. “A gente ficava de castigo com o joelho no milho e cheirava a parede, mas só quando éramos muito levados. Antigamente havia muito mais respeito entre aluno e professor”, conta Marilda, irmã de Rosa.
Já Iago queria mesmo era saber do conteúdo escolar. Rosa esclareceu sua dúvida. “A gente tinha livros, resolvia problemas, o estudo era puxado. Todas as séries eram numa sala só e tínhamos apenas uma professora”. Nesse momento, Rosa resgatou a memória do pai e lembrou com carinho quando ele a colocava ao lado do fogão a lenha e tomava a lição de casa.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Projeto leva alunos a conhecer melhor os bairros

“Eu amo o meu bairro”. Este é o projeto desenvolvido pelo 5º ano do Centro Educacional Carrossel, que levou a turma da professora Edinara Francisco a visitar o Centro e o Bairro Nova Esperança, onde entrevistaram moradores e conheceram os aspectos característicos de cada lugar. Os temas envolvidos foram turismo, educação religiosa, história, geografia e língua
 portuguesa.
O trabalho desenvolvido no primeiro semestre letivo foi apresentado para toda a escola durante exposição aberta no dia 14 de julho e que se estendeu ao dia seguinte. Os 15 alunos usaram a criatividade e fizeram um registro do que viram e aprenderam. E não foi pouco. A exposição mostrou os trilhos que cortam a cidade, a agricultura, o comércio, a indústria, os pontos que destacam o Centro e o Bairro Nova Esperança, entre outros aspectos.
Teve também café colonial, referenciando estabelecimentos do gênero existentes. As alunas Raiany Lickes Carbonal e Sabrine Solamon e o aluno Uriel Ryan Röper, ambos com 10 anos, têm posições idênticas àquilo que viram e sentiram durante a pesquisa sobre os bairros. “Aprendemos muitas coisas novas que não imaginávamos em Guaramirim, mesmo morando aqui”, disseram.
Para a turma do 5º ano foi uma experiência e tanto. Raiany, cuja família mora há cinco anos na cidade, não imaginava que Guaramirim fosse tão grande, com tantos bairros. Para Sabrine os diversos pontos turísticos surpreenderam. “Valeu a pena”, observou. Uriel disse que viu um monte de coisas que não sabia. “Descobri muitas coisas novas sobre Guaramirim”, completou.
A iniciativa do Carrossel integra o projeto Redescobrindo os Bairros, que tem entre os parceiros a Secretaria Municipal de Educação, a Câmara de Vereadores e o Jornal de Bairros de Guaramirim, com apoio do Jornal do Vale do Itapocu.

Noventa crianças recebem graduação em capoeira

Cerca de 90 crianças da oficina de capoeira do projeto “Eu quero É +” receberam a primeira graduação da modalidade. O evento aconteceu na tarde de sábado (16), no Ginásio de Esportes Prefeito Rodolfo Jahn.
Os alunos participaram de uma grande roda de capoeira com o professor da oficina, Jonathan Piva, e com o mestre de capoeira Marcolla.
O projeto “Eu quero É +” conta atualmente com 500 participantes, na faixa etária entre cinco e 18 anos. Além da capoeira, são oferecidas aulas de artesanato, dança, flauta-doce, coral e violão, em 18 bairros do município.

Lixo na BR 280 é recolhido

MEIO AMBIENTE

Com informações sobre a importância de preservar o meio ambiente divulgadas por todos os lados, ainda existem pessoas que, infelizmente, ignoram os chamados da consciência – se é quem têm alguma.
Sinônimo de falta de educação, o lixo nas ruas é um problema típico de centros urbanos que já está migrando para as pequenas cidades, como Guaramirim. Cortada pela movimentada BR 280, que liga o município a Jaraguá do Sul, a cidade vem enfrentando há muito o descaso dos viajantes com as margens da rodovia.  Desde pacotes de guloseimas, copos e garrafas plásticas a restos de pneus são encontrados por quem caminha pelo acostamento.
Um projeto da Secretaria de Infraestrutura pretende amenizar o problema, já que para resolvê-lo é preciso o apoio de todos.
O programa “280 Mais Limpa” reúne um grupo de seis pessoas que, uma vez ao mês, passam pelas margens da BR 280 para recolher o lixo que é jogado.
A primeira edição, realizada no mês de julho, recolheu 150 sacos de lixo, quantidade que surpreendeu a equipe. O gerente de programação e ações da Secretaria, Marcos Stringari, revelou o destino final do material. “Todo este lixo terá uma destinação correta, irá para reciclagem. Vamos fazer este trabalho de limpeza, mas os motoristas devem se conscientizar da importância de jogar o lixo no lugar certo”, ressaltou. O recolhimento de lixo será feito desde a ponte do Portal até o limite do município, no bairro Poço Grande.

Projeto quer recuperar mata ciliar

MEIO AMBIENTE

Uma comissão formada pela gerente de Marketing do Jornal de Bairros, Tania Dantas, a secretária de Educação de Guaramirim, Cristiana Poltronieri, a supervisora de ensino fundamental, Gisela Klotz e a professora e bióloga Janete Maria Pedrotti esteve em Florianópolis no último dia 2 de julho para apresentar o projeto Cidadania Educação Ambiental Represa de Guaramirim, durante reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente- Consema. A apresentação foi feita com a intenção de conseguir apoio de órgãos públicos ligados a temática do meio ambiente e outros tipos de patrocínios.
A iniciativa de recuperação da mata ciliar da represa de Guaramirim faz parte do projeto Redescobrindo os Bairros. A proposta é realizar no Dia da Árvore, 21 de setembro, um mutirão de plantio de 500 mudas de árvores nativas em torno das margens do Rio Itapocu que contará com a participação dos alunos da Escola Urbana Teixeira da Fonseca e comunidade localizada em torno da represa. Além disso, estão previstas também palestras de conscientização ambiental e sustentabilidade.
Outro objetivo da iniciativa é defender a importância da preservação da fauna e da flora, especialmente das espécies de peixes como cascudo e robalos, antes nativos e abundantes na região e que, em virtude da pesca predatória, estão escassos.
A maioria dos conselheiros elogiou a ideia e se dispôs a apoiar no que for necessário para que a iniciativa seja um sucesso. Eles também destacaram que o projeto pode ser inscrito na área de educação ambiental da Secretaria de Educação para que outras regiões e municípios tenham conhecimento e possam também compartilhar e desenvolver ações semelhantes conforme suas necessidades e demandas. 
O projeto já tem como parceiros confirmados a Apromac (Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte), Câmara de Vereadores Mirins  Secretaria de Educação de Guaramirim, Flora Viva, WS Empreendimentos, WEG Tintas, Biovita, SDR de Jaraguá do Sul, através das  gerências de Assistência Social, Desenvolvimento Sustentável e Educação. Todos apoiadores da iniciativa do Jornal de Bairros.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

JB e WEG Tintas, parceiras na preparação de cidadãos responsáveis

Educar para o Desenvolvimento é construir o Cidadão do Futuro, é com essa frase e pensamento em comum que o Jornal de Bairros divulga nesta edição, mais um nome de peso que passa a constar na lista de parceiros do Projeto Redescobrindo os Bairros de Guaramirim: a WEG Tintas.
A maior empresa do município será responsável por uma vertente do projeto, intitulada Cidadão do Futuro e que também envolverá um universo de aproximadamente 380 alunos na faixa etária de 8 a 10 anos. Eles participarão de palestras ministradas pela equipe WEG TINTAS, com cronograma prévio. As atividades terão como tema “Educar para o Desenvolvimento é construir o Cidadão do Futuro”. Esta atividade é exclusiva da WEG TINTAS, acompanhada pelo Jornal de Bairros e apoiada pela Secretaria Municipal de Ensino, Câmara de Vereadores Mirins e alunos do curso Técnico em Magistério da E.E.B Professor Heleodoro Borges de Jaraguá do Sul.
Esse projeto é de relevância social, tendo em vista, à importância de se discutir a educação em toda sua amplitude. A meta é abrir um espaço para discussão do assunto, e além da presença do veículo Jornal de Bairros, ampliar as ações com palestras, oficinas e reuniões, atingindo a sociedade com a participação maciça dos jovens. 

 O diretor Superintendente da WEG Tintas, Reinaldo Richter concedeu entrevista ao JB sobre o a parceria:
No que consiste o projeto Cidadão do Futuro, dentro da iniciativa do Redescobrindo os Bairros de Guaramirim?
O projeto busca mostrar aos jovens as opções de carreira que eles têm em empresas da região. Isso será realizado através de palestras nas escolas e visitas à fábrica, como modo de aproximar a empresa da realidade deles.
Qual a intenção da empresa Weg neste projeto?
Nosso objetivo é incentivá-los a planejar o próprio futuro profissional, sabendo exatamente o que o mercado local precisa. Assim, os alunos podem buscar a capacitação mais adequada.
Qual a relevância de um projeto como esse aos jovens guaramirenses?
Uma das etapas fundamentais na formação do caráter de uma pessoa é o conhecimento do local onde vive. Quando se conhece, se respeita. Os jovens de Guaramirim, ao aprender sobre a história de sua cidade e as oportunidades que ela oferece, com certeza estarão mais aptos a fazer parte da sociedade, contribuindo para o desenvolvimento e crescimento da região.
Haverá a participação da família e da comunidade onde o aluno está inserido?
O projeto é completo justamente por envolver todos os pontos de contato do aluno, partindo de sua família, escola, bairro e chegando até a cidade. Assim, os jovens percebem as relações que existem entre todos os níveis e chegam à conclusão que seus atos influenciam não só os que estão mais perto, mas toda a sociedade.
Essa responsabilidade social é uma marca registrada da WEG tintas? Quais outras ações com essa finalidade estão sendo desenvolvidas?
A WEG tem uma atuação destacada nas comunidades de toda a região, principalmente em projetos de cultura, educação e preservação do patrimônio histórico. A WEG Tintas, como empresa do Grupo WEG, tem essa participação comunitária em seu DNA.

Tibaji elege nova diretoria e debate prioridades

A localidade interiorana do Tibaji renovou a diretoria da Associação de Moradores no último dia 18 (sábado). Foi eleita por consenso a chapa presidida por Dorildo Ochner tendo como vice-presidente Isabel Cristina Longhi Ribeiro.
Após a eleição foram debatidas entre os presentes as prioridades 2011 que a associação encaminhou para a prefeitura municipal no mês de março. Na lista de melhorias os moradores elegeram a infraestrutura como necessidade emergencial. Entre elas, alargamento, colocação de macadame e patrolamento  constante das vias; melhorias na iluminação pública com a colocação de luminárias mais potentes; construção de ponto de ônibus próximo  a casa do Sr. Antônio Sembarski; ampliação da rede elétrica de baixa tensão; cobertura de linha telefônica fixa.
 Também foi discutida a busca de um terreno para construção de uma área de lazer para a comunidade. Ficou definido que a nova diretoria da Associação de Moradores fará contato com a empresa Confloresta dona de muitas áreas de terra na região para ver a possibilidade de doação de um terreno que será destinado a esta obra.
O presidente do Clic (Conselho de Líderes Comunitários de Guaramirim), Charles Longhi, pediu à nova diretoria que organize um Núcleo de Defesa Civil (Nudec) para atuar na localidade em sintonia com a Defesa Civil do município.

Área de lazer e pavimentação são pedidos do Vila Carolina

A instalação de uma área de lazer é a grande necessidade dos cerca de 400 moradores da localidade da Vila Carolina, há muito tempo. O bairro não oferece um local para reunir a comunidade e ter esse espaço para promover eventos esportivos e oferecer lazer as crianças e adultos. Desde que foi criado, há mais de 20 anos o bairro busca a implantação de uma área de lazer com parque infantil, área de festa e campo de recreação.
O presidente da Associação de Moradores, recém leito, Silvio Monteiro Muniz, comentou que “sem esse espaço fica muito difícil promover qualquer atividade para os moradores”.
 Pavimentação das ruas, também é estabelecida pelo presidente como sendo outra prioridade neste momento.  Sílvio destacou que na audiência pública realizada no ano passado com os moradores o prefeito disse que a pavimentação teria início no mês de maio 2011, no entanto alguns dias atrás o Secretário Neto anunciou que no máximo 60 dias estariam iniciando a pavimentação, porém em um evento que aconteceu no começo do mês na localidade do Bairro Rio Branco o prefeito comentou que somente em dezembro terá início as obras de pavimentação. “São três datas diferentes e nós estamos sendo cobrados pelos moradores. Gostaríamos de uma reunião com o prefeito para acalmar a população”, finalizou.
Essas reivindicações serão levadas ao executivo municipal pela Associação de Moradores. Ela tem um papel fundamental dentro da comunidade, sendo o porta-voz dos moradores perante os órgãos públicos.
Outra competência da Associação é promover atividades de integração e de algumas melhorias na localidade sem a constante necessidade de ajuda do poder público. Por exemplo, Dias das Mães, Dia da Criança, Semana do Meio Ambiente, Mutirão de Limpeza do Bairro, Limpeza de rios e ribeirões, Campanhas de agasalho e alimentação para pessoas carentes, Conscientização os moradores sobre o destino correto do lixo e materiais recicláveis e outros de acordo com a realidade de cada bairro ou localidade.