Guaramirim

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Uma doce volta ao passado


Etapa do Redescobrindo os Bairros foi realizada em escola da Estrada Bananal

Com a ajuda do jovem neto, ele conecta o motor da tobata ao moedor. Uma a uma, as canas são esmagadas e o caldo extraído é recolhido em um balde.
É assim que a famosa guarapa, ou caldo-de-cana, é produzida. Bebida doce que encantou as crianças do 5° ano da Escola Alice Olinger Dias, que visitaram a propriedade do Sr. Egon e de dona Maria Schuschadt. Lá elas puderam observar o grande tacho onde se faz o melado, o triturador de capim para alimentação do gado e o enorme galinheiro, com os ninhos cheios de ovos.
O Sr. Egon mora na região desde que nasceu. A escola em que se alfabetizou ainda é a mesma, mas antes de ser Alice, era Timbiras. Depois de servir o caldo-de-cana às crianças e desenferrujar os dedos na gaita que ganhou de presente da filha mais velha, ele convida o grupo de alunos para conhecer a casa de sua mãe, a mais antiga do bairro.
A pé, os estudantes percorrem a estrada de chão até a propriedade de dona Wanda Schuschadt, não muito longe dali. A casa de madeira, datada de 1954, resiste bravamente ao tempo, graças aos cuidados da jovem senhora de 92 anos que mora ali. Ativa, ela encontra as crianças no portão, e seu filho mostra com orgulho a roça que a mãe estava capinando antes de receber as visitas.

Origens descobertas

RIO BRANCO

Quem entrava no recinto decorado era, no mesmo instante, transportado ao passado. Já no primeiro estande a nostalgia se instalava, com os discos de vinil, videogames, televisor, rádio e outros utensílios, todos do século passado. Painéis com fotos antigas da escola e de seus alunos decoravam as paredes, enquanto os visitantes, atentos, observavam a tudo com prazer.
Deste modo estava o ginásio de esportes da Escola São José, no Bairro Rio Branco, durante a Mostra de Trabalhos no dia 6 de outubro. A exposição exibiu todo o material resgatado através do projeto Redescobrindo os Bairros de Guaramirim. Alunos do 2º ao 9º ano trabalharam na pesquisa desde o mês de maio, que envolveu todas as disciplinas, em temas sobre o esporte, culinária, agricultura e meio ambiente.
Além dos estudantes, todo o corpo docente foi envolvido no resgate da história da escola e do bairro, em um trabalho conjunto com a comunidade, peça essencial para que o resultado fosse alcançado. À frente da coordenação do projeto esteve o professor Belmiro, que ao abrir a cerimônia disse ter ficado emocionado ao ver a exposição. “Nos preocupamos muito com o presente e jogamos fora o passado. Se não nos preocuparmos em guardar, selecionar, acabamos sendo esquecidos”, disse. Natural de Guaramirim, onde sua família vive há 60 anos, o professor relatou a experiência de entrar em contato com amigos e conhecidos de seus avós, que participaram do crescimento da escola e do bairro. “Fiquei surpreso com tantas pessoas envolvidas na história da comunidade. Foi emocionante rever e relembrar tudo isso”, conta.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

 
    No dia 29 de junho de 2011 os alunos do 5º ano da Escola Isolada Iaro Eugenio Hansch visitaram a redação do Jornal do Vale do Itapocu e Jornal de Bairros. 
   As redações produzidas pelos estudantes após a visita estão sendo publicadas neste blog do jornal de Bairros de Guaramirim.




Um dia no Jornal do Vale

No dia 29 de junho nossa escola foi ao Jornal do Vale. Nós fomos de ônibus e fomos recepcionados pela Dona Odila.
Na primeira sala ela nos falou de como é importante saber ler e escrever. Na segunda sala, a Tatiana nos deu um jornal para que procurássemos palavras erradas. 
Na terceira sala, nós vimos o Jeferson construindo uma página do jornal que depois iria para a máquina de impressão.
A dona Odila também nos mostrou uma penteadeira e um baú que pertencem à família há muitos anos.
Nós ganhamos um pacotinho de guloseimas, todos adoraram. Parabéns dona Odila, Tatiana e Jeferson pelo trabalho que vocês realizam.
Victor Henrique Altini

O passeio ao Jornal

Nós fomos ao passeio no dia 29 de junho. O ônibus chegou às 13h15.  Quando chegamos lá fomos recebidos por dona Odila. Ela nos falou sobre a importância da leitura. Se não lermos, não saberemos escrever. O jornal é um meio de comunicação muito importante.
Lá eles escrevem o Jornal de Bairros, que traz assuntos dos bairros. Depois, fizemos uma pesquisa em um jornal para acharmos erros de ortografia.
Quando fomos à outra sala, vimos Jeferson. Ele nos mostrou diagramas que o orientam como o jornal deve ser montado.  Dona Odila nos falou um pouco da história da casa em que funciona o jornal. Nos mostrou uma penteadeira de 120 anos e um baú de 75 anos, móveis que pertencem à família. Ganhamos guloseimas e também fomos até uma gruta.  A parte que eu mais gostei foi quando procuramos os erros de ortografia.
Guilherme Leier


Um encontro com o tempo



Barro BRANCO

Foi com a música A Paz, da banda Roupa Nova, que os alunos da Escola Vereador Heitor Antonio da Silva iniciaram o encontro, na manhã de 18 de outubro, com moradores do Bairro Barro Branco, convidados para o Projeto Redescobrindo os Bairros da unidade de ensino. A escola, multisseriada, atende crianças do 1° ao 4° ano, e segundo o registro oficial, funciona desde 1946, quando se situava próxima à igreja do bairro. Dona Tereza Vich, 81 anos, rebate a informação, afirmando que estudou na escola na década de 30, em uma sala cedida por José Vailatti. “O meu professor foi Cantalício Flores”, relembra, citando o conhecido benfeitor de Guaramirim. Ela conta que a escola era uma construção de madeira, distante do chão e acessada por uma escada. O mobiliário da sala dispunha apenas da lousa e das carteiras com seus espaços para os tinteiros, onde os alunos se sentavam em grupos.   De todos os convidados presentes, apena Tereza Vich e sua xará Tereza Orzeckowicz, 53, filha do vereador que se tornou patrono, estudaram na unidade de ensino, que nos seus primeiros anos se chamou Escola Isolada Barro Branco. E por que Barro Branco? Essa ninguém soube responder com certeza.
Os outros convidados estudaram em suas terras de origem, antes de imigrarem para Guaramirim. Porém, as perguntas que as crianças fazem sobre o passado escolar se aplicam a quem estudou em qualquer escola na época.
 O senhor Ari Van Den Bylaardt, 81, conta que freqüentou os bancos escolares até a 3ª série. “Naquela época, o ensino público era só até a 3ª série. Se quisesse estudar mais, teríamos que ir para o ‘centro’ e pagar por mais estudo”, disse.

Surras

Todos são unânimes ao afirmarem que, antigamente, havia mais respeito pelo professores. Em parte, porque se não houvesse, apanhava-se dos mestres sem a menor cerimônia. O senhor Osvaldo Giovanella conta que na escola onde estudou, havia um pomar cheio de árvores frutíferas, inclusive pessegueiros. “Se alguém aprontava, o professor mandava ir ao pomar buscar uma vara do pessegueiro. E batia. Depois deixava a vara em cima da mesa para o próximo que saísse da linha”, diz, enquanto as crianças arregalam os olhos com as informações. Além das varas, havia o tradicional castigo de ajoelhar-se no milho, ou levar as famosas reguadas na mão. “Uma vez, uma professora pegou uma criança, que eu não sei o que havia aprontado. A professora tinha uma régua, mas uma régua boa, sabem, e segurou a mão da criança. Quando foi bater com força, a criança puxou a mão e a professora acertou a si mesma. Ela saiu cambaleando, as lágrimas saltando pelos olhos. Essa, eu nunca vi bater em mais ninguém”, conta o senhor Ari, em meios ao risos da platéia. “Eu não aprontava na aula. Se não pudesse fazer o bem, o mal não fazia”, ensina.

Seis décadas em ação



Escola reuniu comunidade para comemorar aniversário e resgate histórico
BANANAL DO SUL

Outubro foi especial para os alunos e professores da Escola Professora Isabel, no Bairro Bananal do Sul. Desde o mês de agosto estava sendo executado um projeto que uniu o resgate histórico através do Redescobrindo os Bairros e a comemoração do aniversário de 60 anos da unidade escolar.
Toda a pesquisa culminou com uma cerimônia na manhã de sexta-feira, 6, no pátio da escola. Para o evento, foram convidados antigos moradores do bairro, previamente entrevistados por alunos, além de ex-professores, ex-funcionários e os filhos da patronesse Isabel Lília Rosa de Souza, mestre que dedicou 28 anos de sua vida ao magistério.
Alunas do 1º ano da escola declamaram poesia sobre as dificuldades enfrentadas pelos colonos durante os primeiros anos da então chamada Escola Municipal Olinda. O trabalho de construção do primeiro prédio foi relembrado com emoção através da memória viva da comunidade, fundamental para que fosse possível redescobrir o bairro. “Com nossas mãos devemos fazer o melhor ambiente para vivermos”, afirmou o ex-aluno e professor Osvaldo de Souza.
A secretária de Educação de Guaramirim Cristiana Poltronieri aproveitou a ocasião para anunciar a esperada reforma para o prédio escolar, reivindicada pela direção da escola e pela APP. 
Em 1951, a Escola Municipal Olinda tornou-se Escola Isolada Taquarimbó. Através do trabalho voluntário de toda a comunidade, o prédio escolar foi construído no terreno doado pelo casal Brás e Isabel de Souza. Em 1989, o nome da escola foi alterado para homenagear a ilustre professora Isabel. Nos dias atuais, 60 alunos, da educação infantil até o 5º ano, são atendidos na unidade de ensino, continuando o legado de luta pela educação iniciado há seis décadas.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pequenas mãos que plantam o futuro

  
De longe era possível ouvir os gritos típicos das crianças felizes.
     Quem se aproximava, podia vê-las correndo pelo campo, à beira da represa de Guaramirim. Elas tinham uma missão: arborizar o local com 500 mudas de espécies nativas da região.
     Criada em 1967, a represa de Guaramirim surgiu como solução para a agricultura na época das secas. Suas margens, que outrora foram ponto turístico, hoje se encontram sujas e abandonadas. Para ir além da lamentação sobre o estado atual do local, o Jornal de Bairros- Guaramirim, em parceria com a Biovita e WS Imóveis e apoio da SDR e Jornal do Vale do Itapocu, se uniu à Escola Urbano Teixeira para um trabalho de revitalização das margens da represa.
     O projeto buscou conscientizar os pequenos sobre a importância das árvores e da mata ciliar. O geógrafo Felipe Oliveira ministrou às crianças uma palestra, em que destacou a erosão, a inexistência de mata nas margens e a baixa biodiversidade da região, onde antes abundava peixes como o cascudo.
     Para comemorar o Dia da Árvore, em 21 de setembro, os alunos foram a campo pôr em prática o que aprenderam dentro da sala de aula. Com 500 mudas em mãos, de árvores como araçá, amorinha, ingá e guanandi, passaram a tarde arborizando o local. Dois senhores, munidos com pás, não davam conta de cavar os buracos que logo eram ocupados por mãozinhas febris a cobrir a raiz das pequenas mudas.
     Carlos Eduardo Koraleski, nove anos, plantou árvores pela primeira vez. E gostou apesar do trabalho ser, ao mesmo tempo, “divertido e cansativo”.
A pequena Rafaela Rita, aluna do 4º ano, também estava debutando no plantio de árvores. “Eu espero poder voltar a plantar, porque sem natureza não podemos viver”, diz. Ela afirmou que não joga lixo nas ruas e em casa, recicla o que utiliza.
     Para a diretora da escola, Edna Meyer Ochner, a atividade serviu para complementar o trabalho ambiental realizado dentro da unidade de ensino. Alguns estudantes aproveitaram a ocasião para levarem algumas mudas para a família e amigos.
      Findo o trabalho, crianças e adultos deixaram o local com a sensação de ter contribuído para um mundo de dias melhores.


  
     
        No dia 29 de junho de 2011 os alunos do 5º ano da Escola Isolada Iaro Eugenio Hansch visitaram a redação do Jornal do Vale do Itapocu e Jornal de Bairros.
        As redações produzidas pelos estudantes após a visita estão sendo publicadas neste blog do Jornal de Bairros de Guaramirim.



O DIA DO PASSEIO NO JORNAL DO VALE

No dia 29 nós fomos a Jaraguá do Sul conhecer
o Jornal do Vale. Quando chegamos, dona Odila
nos atendeu e nos levou para ver a primeira sala,
mostrando como se escreve em um jornal e falando
da importância da leitura.
Na segunda sala, Tatiana nos levou para ver
como são escritas as notícias que ela buscou e
pesquisou para publicar no jornal.
Na terceira sal, Jeferson mostrou como ele faz
para colocar as notícias e as fotos no jornal. Ele
colocou em um diagrama, para depois publicar.
Aprendemos um pouco sobre como eles fazem
o jornal. Eu gostei de tudo porque é muito importante
para nossa vida. Se não existissem notícias,
não saberíamos o que está acontecendo. Também
gostei de todos que fazem o jornal.
Vitória G. M. Rodrigues

A VISITA AO JORNAL

Na nossa chegada, eles nos atenderam muito
bem. Dona Odila estava nos esperando na porta,
ela foi muito gentil.
Na primeira sala, a dona Odila falou sobre a importância
de ler. Ela nos falou que quando a pessoa
lê, sabe escrever sem erros e sabe ler melhor.
A Tati disse que eles recebem notícias pelo telefone
e pela internet. O Jornal de Bairros é feito por ela e
por outras pessoas do jornal. Ela escreve as notícias,
sobre o que é falado no meio de comunicação.
Na última sala nos mostraram como montar o
jornal. Ele é montando pelo Jeferson, que organiza
onde irão ficar as fotos e as notícias em um diagrama.
É mais ou menos assim: a foto é tirada pela Tati, e ela
repassa para o Jeferson. Ele edita a imagem e a notícia
para que fiquem organizadas na página do jornal.
Gabriela P. M. Lima


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Bairro Recanto Feliz é redescoberto por alunos

RECANTO FELIZ

Um bairro recente, com cerca de 700 famílias habitando a margem do Rio Itapocuzinho. Este é o cenário onde está localizada a Escola Vereador Armin Bylaardt, no Bairro Recanto Feliz, em Guaramirim.
O bairro é escolhido pelos moradores por ser próximo de Jaraguá, que oferece mais oportunidades de emprego, melhorando as condições de vida. A professora Glauce Machado coordenou em julho deste ano uma pesquisa com as famílias dos alunos, que mostrou que a maioria dos habitantes do Bairro Recanto Feliz veio de um Estado próximo: o Paraná.
E foi com alguém vindo de fora que a história do Recanto Feliz começou. Entre 2002 e 2004, a escola fez um resgate histórico do bairro, registrado em um livro bastante manuseado. Nele é possível ler uma história bem curiosa: a do “Alemão Cachorro”. Lá por volta do fim do século XIX, um homem chamado Paulo Schneider mudou-se para as terras onde mais tarde se fixaria o Recanto Feliz. Na época não havia estradas; a única forma de penetrar naquelas matas era pelo Rio Itapocuzinho. O Sr. Schneider, acompanhado da esposa e dos três filhos, vivia isolado ali. E não era por falta de estrada: ele mesmo não permitia que as pessoas atravessassem o rio e adentrassem as terras do bairro. Por este comportamento pouco simpático, Paulo Schneider ficou conhecido como o “Alemão Cachorro”.
O Bairro Recanto Feliz, que tem agora sete ruas, foi retratado pelos alunos em maquetes que ficaram expostas nas dependências da escola. O rio, a escola, o morro, a lagoa e até a mercearia do bairro foram representadas ao lado das casinhas de papelão com cores de tinta guache. Um primor.
A estudante do 5º ano Mirian Dias de Oliveira, 10, acredita na importância do trabalho. “Nosso bairro está precisando ser relembrado”, afirma. A colega Rúbia Leticia Junk, 9, concorda e acrescenta “É legal saber que muitas pessoas já moraram aqui”.
Por ser um bairro recente, existem poucas pessoas que nasceram ali; a maioria é imigrante de outras cidades, bairros e estados.  Segundo a professora Glauce, isto é um reforço para as atividades do Redescobrindo os Bairros. “Os alunos e os pais não conhecem a história do bairro”, diz.

Crianças despertam criatividade e imaginação em semana especial

O projeto “Eu Quero É +” promoveu a semana “Sinta-se um pouco mais bailarino”. As crianças que participam das oficinas de dança do programa puderam usar toda a criatividade e imaginação para caracterizarem-se com figurinos próprios. Coordenados pela professora Gabriela, os alunos desfilaram e fizeram uma sessão de fotos.
As aulas de dança acontecem nos bairros Recanto Feliz, Corticeira, Caixa d’àgua, Vila Amizade, Avaí e Rio Branco. O projeto também oferece oficinas de capoeira, artesanato, canto em coral, flauta doce e violão.

Uma volta ao passado através da memória viva

AMIZADE

Plantações de banana, uma fábrica de cachaça, uma vila com casas concentradas. Uma viela com muitos buracos, onde até as carroças tinham dificuldade para passar
Foi isso que descreveu Dona Cidália Nart Testoni aos alunos do 4º e 5º ano da Escola Lauro Loyola Carneiro. A simpática senhora, que nasceu em Luiz Alves, mas mora há 70 anos em Guaramirim, estava se referindo ao Bairro Amizade. Décadas atrás, era assim que se vivia lá. Sem comércio, as famílias trocavam entre si o que produziam; o transporte das mercadorias produzidas pelos moradores era realizado por carroças puxadas a boi ou a cavalo.
 “O traçado da rua era outro. Precisávamos contornar o morro para levar comida ao papai que trabalhava na lavoura”, conta Dona Cidália.  Para estudar, era preciso ir até a Escola Almirante Tamandaré, a pé ou de bicicleta. A rua que hoje leva o nome de um antigo morador, João Sotter Correa, era chamada de Tifa do Elói ou Tifa do Morro do Defuntinho.
O proprietário da fábrica de cachaça, onde grande parte dos primeiros moradores do bairro trabalhava, percebeu a necessidade de uma escola para atender as crianças da vila. Ele cedeu uma casa de madeira, com poucos recursos, mas que serviu perfeitamente como sede para as aulas que eram ministradas em meio a muita vontade de ensinar e aprender. A primeira professora chamava-se Eliane Correa.
Para Dona Cidália, o progresso foi muito bem-vindo. “Tudo é mais fácil; temos o Fórum, mercado, padaria, verdureira e farmácia bem pertinho”, diz. Infelizmente, existem também os percalços que acompanham o avanço. “As ruas são estreitas para o grande fluxo de veículos, dificultando a travessia e faltam sinalizações”, afirma. Há também o aumento da violência; a casa de Dona Cidália já foi assaltada duas vezes.
Quanto à educação, dona Cidália diz que tudo no seu tempo era mais rigoroso. Havia respeito, e em alguns momentos até medo. Para ela, hoje em dia há mais liberdade. “Os pais, pela necessidade de trabalhar, deixam de acompanhar grande parte do processo de aprendizagem dos filhos”, encerrou.